EXERCÍCIOS


Busílis (Terceira Turma – 2017)


Inconsciente Coletivo (Quarta Turma – 2018)


A proposição desse exercício partiu da seguinte fala do encenador polonês Jerzy Grotowski (1933-1999):

Para que o espectador seja estimulado a uma autoanálise, quando confrontado com o ator, deve existir algo em comum a liga-los, algo que possa ser desmanchado com um gesto, ou mantido com adoração. Portanto, o teatro deve atacar o que se chama de complexos coletivos da sociedade, o núcleo do subconsciente coletivo, ou talvez do superconsciente [...], aqueles mitos que não constituem invenções da mente, mas que são, por assim dizer, herdados através de um sangue, uma religião, uma cultura e um clima. (GROTOWSKI, Jerzy. Em busca de um teatro pobre. Tradução de Aldomar Conrado. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira S.A., 1992, p.36.)


Para encontrar o propósito desse exercício, algumas palavras foram trocadas:


Para que o leitor seja estimulado a uma autoanálise, quando confrontado com uma dramaturgia, deve existir algo em comum a liga-los, algo que possa ser desmanchado com um gesto ou mantido com adoração. Portanto, a dramaturgia deve atacar o que chamamos de inconsciente coletivo, aqueles mitos que não constituem invenções da mente, mas que são herdados através de um sangue, uma religião, uma cultura e um clima.


Assim, a partir desse mote-provocação, cada autor(a) da quarta turma (2018) compôs um texto com o objetivo de atacar algum traço ou imagem disso que nomeamos “inconsciente coletivo”. Para esta criação, foram dados alguns limites:


- o texto deve ser escrito em arquivo Word, folha A4, fonte Times New Roman,tamanho 12, espaçamento 1,5 entre linhas;
- deve conter um título seguido do nome do autor(a);
- deve ter no mínimo doze (12) e no máximo quinze (15) páginas;
- o texto deve ser estruturado a partir dos estudos que fizemos sobre a imagem poética (mímēma) a partir de Aristóteles e sua “Poética”, ou seja, o texto criado deve introduzir uma diferença no tecido daquilo que o(a) autor(a) entende por realidade.


O período para composição desse exercício foi iniciado com um encontro individual entre cada autor(a) e o coordenador do Núcleo. Após tal encontro, cada um(a) teve 21 dias para escrever o texto e enviá-lo ao coordenador que devolveu os arquivos recebidos com comentários e novas provocações. Após o envio dos textos comentados pelo coordenador, cada autor(a) teve mais 14 dias para finalizar o texto. A seguir, a sinopse e os textos para download:


A explicação – Por Sheila Kaplan
O lugar comum amoroso na vida de um casal, a partir do olhar de duas irmãs gêmeas, uma com uma visão ácida e outra mais otimista. Como pano de fundo, a fatalidade do fim.



Amanheceu e aquela árvore continua em brasas – Por Thiago Cinqüine
O que sustenta a convivência familiar quando quem fala é a culpa? Qual paisagem surge na janela consanguínea da rejeição? O coração pode impulsionar o sangue talhado pela palavra? O colapso está em deixar de dizer? Uma narrativa para corpos que respiram falta de. A pedra que havia sido colocada sobre o "assunto" rolou e se colocou com a força do inexplicável na sala de casa.



Corpo Caloso – Por Gabriela Estevão
Trabalho, trabalho, exaustão, café, trabalho. No cotidiano de um prédio comercial, pessoas vivem esse círculo vicioso até que seus corpos ganham vontade própria.



é um crime dormir tranquilo nessa cidade – Por Lane Lopes
Um cineasta dirige um filme sobre a realidade desigual do Rio de Janeiro. No meio do processo de criação, uma moradora de rua quer retratar a sua versão da história. “é um crime dormir tranquilo nessa cidade” busca nas figuras esquecidas do Rio de Janeiro revelar contradições de uma narrativa única.



Fatia de Vida – Por Karla Muniz
O mundo já tem uma lógica de vida, de posições, de escadas, de alturas, de níveis de uma hierarquia. Uma lógica que a gente embarca, a gente entra na onda sem saber como entrou e como sair. Fernanda, Lua, Maria e Macabéa estão nesse ciclo de fatia de vida. O que elas podem fazer para se libertar de ser presa e predador?



morte lúcida – Por Gabriela DiMello
E se todas as teorias teológicas sobre morrer não passassem de histórias criativas que você ouviu ao longo da vida e a morte fosse realmente e apenas o fim? "morte lúcida" apresenta um instante de consciência entre duas personagens no vazio em busca de respostas.



O eclipse do rosto – Por Jonatan Magella
Pai e filho são separados pela impossibilidade da nudez, enquanto um corpo argumenta com seu rosto que deseja também a liberdade desnudar-se.



O mundo vai acabar em Merda – Por Clarice Rios
E se pudéssemos dar descarga em todos os nossos problemas? Três histórias inspiradas em fatos reais e unidas por uma única certeza: o mundo vai acabar em merda.



PARTO – Por Isadora S. K.
Quando uma gravidez acontece, uma mulher se questiona sobre as verdadeiras necessidades de ser mãe. O aborto se torna uma experiência contraditória quando o corpo que carrega o bebê permanece em constante avaliação, estabelecendo a dúvida sobre qual vida se interrompe, a do bebê ou a da mulher.



Pedro – Por Felipe Haiut
Pai é algo que se deixa de ser? Um homem reflete sobre a paternidade ao se deparar com a luta pela sobrevivência de seu filho recém-nascido.



quando eu era garoto, eu cortava caminho pelo cemitério – Por danilo crespo
Alexandre e Benjamin se encontram depois de uma vida inteira em que seguiram caminhos bem diferentes. Quando foi que nos tornamos quem somos?



TARJA BRANCA – Por Sofia Teixeira
E se a fórmula da cura para um mundo doente já existir, mas não for exatamente o que te disseram todo esse tempo? E se as realidades e os tempos dialogassem? E se levássemos as crianças a sério, tão a sério a ponto de escutá-las? O que elas teriam a nos dizer?



Você não consegue imaginar de outra forma – Por Marcéli Torquato
Do que você precisa para viver? E após a morte, precisa de quê? Devaneios de Toti e Algodão, dois amigos que papeiam sobre as reais necessidades da vida e sobre liberdade.



XG28 – Por Alexandre Braga
DEm um cenário distópico, governantes de todas as partes do mundo pressionam os cidadãos a ingerirem uma substância que inibe o apetite, de modo que todos possam reproduzir o ideal estético propagado pela mídia. No entanto, um grupo de resistência em escala global está prestes a desvendar segredos ainda mais sujos envolvendo laboratórios farmacêuticos e uma organização misteriosa.